Estudar a História do Brasil é entrar num poço em que descobrimos coisas podres que provocam indignação e descrença nas nossas autoridades e isso é pior em relação à educação. Como a nossa educação foi tratada com descaso e é tratada ainda hoje.
Os diversos autores que fazem História do Brasil com consciência do seu papel como historiador dão uma visão ampla do que os governantes fizeram com a qualidade da nossa educação o texto apresentado para este seminário foi um destes.
No texto A Identidade Nacional e o Ensino de História do Brasil, mostram uma metodologia e análise totalmente nova sobre a disciplina dentro da sala de aula e no planejamento daqueles que definem a educação neste país.
No primeiro parágrafo o auto ressalta que as autoridades tinham total descaso com a educação colocando pessoas que não estavam comprometidas com a sua importância dentro da escola, dentro do nacionalismo. Uma linha positivista é seguida fazendo heróis nacionais, nacionalismo patriótico.
A História do Brasil seguiu a linha da História Francesa. Os livros didáticos dão mais ênfase a História Global do que a História do Brasil e essa só conta o que os vencedores fizeram, os vencidos foram esquecidos. A disciplina foi diminuída nos currículos do Ensino Fundamental e Médio e geralmente acontece na sexta - feira quando os alunos já estão cansados.
Na época da ditadura História foi anexada com geografia para não criar um censo crítico, era aplicada com muita escrita, questionários e pouca explicação dos acontecimentos ou nenhuma. Os alunos não criavam uma identidade da nação. Não existe uma preocupação em colocar idéias dentro das cabeças dos estudantes que são o futuro.
A partir de 1980, com a teoria de Paulo Freire e a renovação da Educação com os PCNs e a Nova LDB o ensino de História está sendo revisto nos currículos das escolas e nas universidades, mas os livros didáticos continuam com uma metodologia atrasada e mecânica. Para não acompanhar as reformas da Educação o governo continua sem dá um salário digno ao professor para que não se aperfeiçoe com livros que tragam a verdade.
O branco europeu que era exaltado e centro das atenções, com o lançamento do livro de Gilberto Freire Casa Grande e Senzala passa a dividi seu espaço com o negro e o índio. Num dos trechos Gilberto no seu livro diz: "Todo brasileiro, mesmo alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando na alma e no corpo, a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena ou do negro". Deste livro para cá os brasileiros passaram a ter a consciência que Zumbi foi um heroí porque lutou contra um sistema que oprima e marginalizava, os índios passaram a ser respeitados dentro da constituição tendo prioridade por ter sidos os primeiros. Nasceu assim a democracia racial e uma identidade nacional que tem uma miscigenação destas raças dentro da sala de aula e na sociedade brasileira.
Ainda falta muita coisa para melhorar dentro do nosso sistema escolar, porém já existe um caminho o que falta é pessoas comprometidas com a Educação e o Ensino de História, pois à História que forma o cidadão é quem lhe dá uma identidade, um censo crítico, uma opinião das coisas que acontecem ao seu redor.
A História tem que ser vista de baixo para cima o aluno precisa aprender primeiro a sua origem do seu país para depois saber do mundo, enquanto esse país estiver priorizando o mundo. Estaremos neste abismo em que se encontra o currículo de História. Se, não priorizar a Educação vai acontecer do jeito que estamos vendo um Brasil que marginaliza, exclui e vive uma violência que prende o cidadão dentro da sua própria casa.
Texto feito por a estudante de História Cledjane no 7º período na disciplina Metodologia do Ensino de História.
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