A que ponto chegamos ...
Matar como bárbaros e fingir que nada aconteceu
E dizemos ainda, foi só um bandido que morreu ...
Que ponto é esse que o humano não é mais importante
O amor pelo outro parece tão distante,
Bandido ou policial
Jovem ou velho
Somos todos gente.
Bandido ou não
Todos tem uma mãe, uma família, um amor
E a perca da vida em si trás muita dor.
A que ponto chegamos
Um tiro ficou normal
Um assalto coisa banal
Nem nos importamos.
Bandido ou policial
Artista ou alguém normal
Para a mãe é só seu filho,
Para a mulher é só seu marido
Para a família é só um irmão que um tiro tirou do convívio,
E dera lacerou a vida e a família com seu coração.
A que ponto chegamos
Parece um ponto sem nó
Uma nota que só toca dó,
De dor, desunião
Descompaixão.
Era só um bandido
Era só um policial
Era só um menino
Era só uma mulher
Era só uma jovem
Era só alguém desconhecido
Meu Deus !!!!
Era uma pessoa humana que foi banida da sociedade,
Da sua vida.
E não adianta chorar porque neste momento,
Neste ponto,
Não vai mais voltar.
A que ponto chegamos ...
Ao ponto do absurdo,
Ao ponto do desamor
Ao ponto da vida sem valor.
Orocó, 02 de outubro de 2010.
Cledjane Pereira
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